sábado, novembro 22, 2008

::: Hot N Cold Lyrics :::
Kate Perry


You change your mind
Like a girl changes clothes
Yeah you, PMS
Like a bitch
I would know

And you over think
Always speak
Critically

I should know
That you’re no good for me

Cause you’re hot then you’re cold
You’re yes then you’re no
You’re in then you’re out
You’re up then you’re down
You’re wrong when it’s right
It’s black and it’s white
We fight, we break up
We kiss, we make up
You don’t really want to stay, no
But you don’t really want to go-o

We used to be
Just like twins
So in sync
The same energy
Now’s a dead battery
Used to laugh 'bout nothing
Now your plain boring

I should know that
you’re not gonna change

Someone call the doctor
Got a case of a love bi-polar
Stuck on a roller coaster
Can’t get off this ride

quinta-feira, novembro 20, 2008

::: Unha roxa :::
Tati Bernardi

-Com licença, tudo bem?
-Oi. Você...
-Eu sou a Tati, prazer. Moro naquele prédio ali do outro lado da rua. Tá vendo?
-Tô...
-Então. Eu tava em casa, na dúvida entre a água sanitária e o veneno de rato, e olhei pras minhas unhas e pensei que não posso ser velada com essas unhas descascadas, e desci pra fazer as unhas. Depois vou me matar.
-Sei. Vai pintar de que cor?
-Não sei. Que cor você acha? Roxo combina com quem vai morrer, não?
-Não sei. Qual dura mais? Afinal, estamos falando de eternidade, não?
-Menino, sabe que eu sempre quis falar de eternidade com um homem? Que bonito!
-Você é bem louca, né?
-É.
-Bom, vou indo.
-Tá, mas antes, faz um favor pra mim?
-Mas eu nem te conheço...
-Eu vou me jogar no chão, você me segura?
-Oi?
-É que eu não posso morrer sem realizar o meu sonho. Me ajuda?
-O seu sonho é se jogar no meio da rua?
-O meu sonho é que um homem me segure.
-Só isso?
-Acha pouco?
-Tá, vai, se joga.
-Então... lá vai!
-Espera!
-O quê?
-Se é pra se jogar, se joga de frente! Coragem, mulher!
-Tá! Então... lá vai...
...
- Pronto! Já posso ir embora?
-Não! Deixa eu me jogar de novo? E de novo? E de novo? E de novo? E de novo?
-Mas eu preciso mesmo ir.
-Tá.
-Ah, não faz bico. Olha, eu sou um estranho. Por que você não pede isso pra alguém que se importe com você?
-Porque é só eu pedir que eles viram estranhos, achei que se eu pedisse a um estranho, talvez ele se importasse.
-Sinto muito, querida. Tô indo nessa.
-Beleza. Vou pintar minhas unhas e depois me matar.
-Eu te ajudei um pouco, pelo menos?
-Pouco não serve pra nada, desculpa.
-Lembre-se disso quando tomar a água sanitária.
-Não sei...acho que eu vou de veneno de rato mesmo.
-Belê, tchau aí.
-Tchau. Trouxa.
-Por que, trouxa? Enquanto você esteve aqui, eu não deixei você cair!
-Eu sei, mas foi só pra pegar nos meus peitos.

terça-feira, novembro 18, 2008

::: Deus (Apareça na Televisão) :::
Kid Abelha

Sim, ele é Deus
E eu sou louca
Mas ninguém desconfia
Pois disfarçamos muito bem
Somos imortais, somos imortais
Eu vou rezar, ligar o rádio, ficar invisível
Pois nada vai te atrapalhar
Nada vai te atrapalhar

Deus, por favor,
Apareça na televisão
Deus, por favor,
Apareça na televisão

Sim, ele é Deus
E eu sou louca
Mas ninguém desconfia
Pois disfarçamos muito bem
Somos imortais, a morte não existe
Eu vou rezar, ligar o rádio, ficar invisível
Pois nada vai te atrapalhar
Prá me seduzir, quero te encontrar

Deus, por favor,
Apareça na televisão
Deus, por favor,
Apareça na televisão

Sim, ele é Deus!

domingo, novembro 16, 2008

::: Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças :::
Chega de tentar decifrar as pessoas. Quero apagá-las da minha cabeça, cansei dos joguinhos.

"I'm not a concept. I'm just a fucked-up girl who's looking for my own peace of mind. I´m not perfect."

"Can you hear me????!!!! I don't want this anymore! I wanna take off!"


"How happy is the blameless vestal's lot!
The world forgetting, but the world forgot:
Eternal sunshine of the spoless mind!
Each prayer accepted and each wish resign'd."
(Alexander Pope)

"Abençoados sejam os esquecidos, pois tiram o melhor proveito de seus esquecimentos" Nietzsche

"Os adultos são essa mistura de tristezas e fobias"

"Joel: I don't see anything I don't like about you.
Clementine: But you will! But you will, and I'll get bored with you and feel trapped, because that's what happens with me.
Joel: Okay.
Clementine: Okay."


Joel: - Não vejo nada que não goste em você...
Clementine: - Mas verá!
Joel: - Agora eu não vejo!
Clementine: - Eu vou ficar entediada e me sentir presa... Pois é isso que acontece comigo...
Joel: - Ok
Clementine: - Ok."

segunda-feira, novembro 10, 2008

::: Perfect :::
Simple Plan

Hey dad look at me
Think back and talk to me
Did I grow up according to plan?
And do you think I'm wasting my time doing things I wanna do?
But it hurts when you disapprove all along

And now I try hard to make it
I just want to make you proud
I'm never gonna be good enough for you
I can't pretend that
I'm alright
And you can't change me

'Cuz we lost it all
Nothing lasts forever
I'm sorry
I can't be perfect
Now it's just too late and
We can't go back
I'm sorry
I can't be perfect

I try not to think
About the pain I feel inside
Did you know you used to be my hero?
All the days you spent with me
Now seem so far away
And it feels like you don't care anymore

And now I try hard to make it
I just want to make you proud
I'm never gonna be good enough for you
I can't stand another fight
And nothing's alright

Nothing's gonna change the things that you said
Nothing's gonna make this right again
Please don't turn your back
I can't believe it's hard
Just to talk to you
But you don't understand

sábado, novembro 08, 2008

::: Olheiras, ossos e escárnio :::
Tati Bernardi

Já que você me viu dormir, acordar, tomar banho, gozar e ter medo de requeijão vencido, acho que posso te dizer mais algumas coisas. Até porque não preciso ter medo de espantar o que já está tão longe de mim.


Eu vou embora porque tenho pavor de você querer que eu vá embora. Não ser mais desejada por você é como ser convidada pelo super homem para sobrevoar minhas dores e, de repente, só porque o super homem não existe e eu deveria saber disso, ser lançada lá de cima, de encontro aos meus mundinhos antes tão grandes, depois tão pequenos. Agora enormes. Se aproximando. Se aproximando. E cair de cara em mim mesma. E me quebrar e quebrar tudo de novo. Eu não faço questão que ninguém goste de mim, mas fico completamente louca quando alguém gosta. Porque descubro que cada segundo da minha vida foi pra sentir isso. E o que será dos próximos segundos? Não me tire da minha merda pra depois me lembrar que tudo é uma merda. Sem fim, sem fim.

Eu só queria voltar a ter aquele cabelo curto e loiro e ter o braço inchado de puxar ferro. E comer que nem uma vaca enquanto seduzo idiotas em almoços idiotas. E comer os idiotas enquanto seduzo eu mesma achando que talvez o segredo seja fugir do fato de que sou uma mulher. Eu era feliz. Na verdade eu não era nem um pouco feliz, mas pelo menos eu sabia o motivo.

Eu quero aquelas ligações superficiais e descartáveis no meio da tarde, que me enchem de irresponsabilidade e morte. Depois a despedida doída, mais uma vez servir ao amor sem saber amar nem um pouquinho, mas pelo menos, nesse caso, ser exatamente o esperado, o correto, o forte, o jeito de se viver como tantos vivem. E me sentir desesperada por estar levando uma vida normal e ter a opção a qualquer momento para enlouquecer e chutar tudo. Mas quando se está louca e chutando tudo e ainda assim se sente desespero, o que resta?

Com você e todo esse amor, eu consigo apenas me largar pelos cantos assustada. Isso é vida? Eu não quero andar duas quadras no sol com você. Porque te amar assim, me dá medo de enfartar ou da minha pressão cair. Não sei. Eu quero deitar e esperar passar tudo. Eu quero te olhar deitada enquanto seguro um copo com água de coco geladinha. Porque você não sabe, mas tenho corrido maratonas e vencido monstros gigantescos para conseguir sentir tudo isso sem arrancar minha cabeça fora. E quando você, ao invés de me esperar no pódio de chegada com pomadas e isotônicos, me olha desconfiado ou entediado de tudo, eu quase desejo que dessa vez eu morra no meio da corrida. Porque é ridículo achar que você faz tudo valer a pena, mas, no fundo, acabo achando que você faz tudo valer a pena. Isso é vida?

Eu queria cutucar as pessoas na rua e perguntar como elas fazem pra ter pernas grossas e filhos pendurados nas pernas grossas. Eu não faço a menor idéia de como se vive, se cresce, se multiplica. Eu só me como por dentro, me corrôo de ciúmes, fico tentando segurar tudo com medo que eu comece a despedaçar no meio da rua. Eu me maquio pouco, como pouco, transo, digo e amo pelas beiradas. Tudo pra eu me arrepender menos na hora de limpar a sujeira. Tudo pra, arrogantemente, não sentir a vida como bicho. Quando tudo o que eu queria era andar de quatro pela casa e mijar nos cantos. E olho pra você, meu amor, como eu amo você, e tenho vontade de enfiar o garfo no seu braço branquelo. E não me pergunte como é que nascem pessoas assim, como eu, que amam com tanta necessidade de machucar. Como é que tem gente, como eu, que acha que sentir amor é uma gripe forte, uma célula mutante, um motivo pra chorar muito como se a vida fosse demais pra gente simplesmente viver sem prestar atenção nela.

Não me pergunte de quem é a culpa e não me pergunte se tenho consciência disso e não me pergunte nada. Eu sei de tudo, eu sei muito de absolutamente tudo. E por isso mesmo é que fico catatônica vendo minha incapacidade de amar ou ter pernas grossas.

Como é que se vive? Eu queria cutucar as pessoas. E se você não suportar mais? Como é que faz? Como eu faço pra disfarçar a solidão profunda que sinto no meio de reuniões, no meio de papos leves, fins de sexo e começos de relacionamento? Como eu faço pra ficar perfeita o tempo todo ou virar um bicho estranho e não precisar mais de ninguém? Eu jamais serei o que eu quero e jamais serei o que eu sou sem precisar disfarçar que quase sou o que eu quero. E cada hora eu quero uma coisa. E no fundo eu não quero porra nenhuma. Talvez só encher um pouco o saco, provocar, ser expulsa do peito de todo mundo porque não agüento morar nesses lugares obscuros que são os outros e suas más intenções disfarçadas. Tudo é uma jaula, até minha fuga. Principalmente minha fuga. E eu estou cansada demais. É só olhar pra mim. Olheiras, ossos e escárnio.

Gosto das pessoas fortes e burras. Gosto porque jamais vou odiar o que não amo. Como é bom cagar pro mundo e andar de cu ereto. Basta amar alguma coisa para eu enfiar o rabo entre as pernas. Para eu arquear os ombros pra frente. Porque quero proteger tanto você dentro do meu peito que acabo andando como se eu tivesse grávida na garganta. Cada vez que eu quero falar ou comer ou gritar ou viver. Vem o medo de que você me saia pelos buracos da cara. Medo de vomitar você.

Como é que se vive? Como é que se ama em meio aos fedores e sujeiras e desistências da sua casa? Como é que se espera alguém voltar do seu mundo particular se eu acabo, por conta de um medo absurdo, indo para o meu para não ter que ver você longe? Esperar o quê? A vida secar tudo, murchar tudo.

Não quero viver a porra do momento como dizem. Me sinto o tempo todo uma inocente me debatendo nas paredes de uma piada de mau gosto. Só queria achar a saída e rir por último. Como se eu tivesse tamanho ou força pra peitar assim as coisas como elas são. Ser humano é constatar nosso tamanho ridículo perto das coisas como elas são. Ser humano é a coisa mais linda e sábia a se fazer. Mas ser humano dói em mim de uma maneira tão especial e absurda e assustadora que, em meio a toda essa auto-estima de merda, ganho certo arrogância. Não tenho mais bunda, nem dinheiro, nem peitos, nem sorrisos, nem amigos, nem viagens, nem línguas, nem nada do que os outros..mas tenho meu jeito de bloquear a vida fora e mergulhar aqui nessa coisa horrorosa. Nessa lista VIP da pior festa do ano só tem o meu nome. E lá vou eu voltar pra mim e esperar algum saudosismo escondida atrás da minha porta, com a arma na mão. A porta com todos os trinquinhos.
O olho mágico vendo o escuro eterno das pessoas que desistem porque até eu mesma sempre desisto.

(...)

domingo, novembro 02, 2008

::: Quinto dia :::
Ana Paula Mangeon

Caiu a ficha. Voltamos à programação normal.

sábado, novembro 01, 2008

::: AS ETAPAS DO (DES) AMOR :::
(desconheço o autor)

Dizem por aí que após terminar um relacionamento é preciso passar um tempo sozinho, consigo mesmo. Reza a lenda que emendar um namoro atrás do outro pode ser prejudicial à busca do próprio eu e que, pessoas que não seguem esta cartilha, estão fadadas a frustrações de ordem amorosa, por transferir os problemas não resolvidos do caso anterior para o atual.

Segundo especialistas, a melhor coisa a fazer após um chute na bunda, é passar por 3 importantes etapas: Auto-Destruição, Balada Frenética e Reencontro.

Auto-Destruição
Aqui você precisa ir até o fundo do poço. Vale tomar um porre, ligar bêbado, chorar em público, invadir o email da pessoa amada, deletá-la do seu orkut, lista de spam, msn. Tudo isso na consciente (ou não) tentativa de extinguir qualquer possibilidade de retorno. Depois da fúria, você vai passar dias e noites chorando na cama, sem trabalhar, sem trocar o pijama, sem tomar banho. Vai se olhar no espelho com desgosto, recusar qualquer convite para sair e mudar de canal sempre que uma cena de sexo invadir sua televisão. Na rua, vai cuspir nos casais felizes.

Balada Frenética
Passada a fúria e a depressão, você aceita convites para sair. Melhor, você enche o saco de deus e o mundo para sair com você durante toda a semana, de segunda a segunda. Aqui nesse estágio você vai se ver numa mesa de bar com aquele conhecido distante que você nem ia muito com a cara, mas foi a única pessoa que topou tomar todas em plena segunda-feira chuvosa. Vai se ver dançando com estranhos e vai acordar ao lado de alguém que mal lembra o nome. Na rua, continua amaldiçoando os patéticos e inconvenientes casais felizes. Nesta fase existe um esforço sobre-humano para ser feliz. E se na auto-destruição você se afundava no chocolate, aqui você se matricula na academia. Está chegando a hora de voltar para o mercado de trabalho... mas não antes de passar pelo Reencontro.

Reencontro
Uma onda de calmaria invade o seu quarto junto com incensos e livros sobre espiritualidade. Aqui você tenta buscar o equilíbrio: pode ser que se matricule numa aula de yoga ou pare de fumar. Talvez você opte por cortar carne vermelha e comece a estudar sexo tântrico. O reencontro, portanto, é consigo mesmo. Chegou a hora de avaliar tudo o que viveu e se abrir para o novo. Na rua, na fila do cinema e no trânsito, continua xingando os casais felizes, porque casais felizes são sempre chatos, né?

Passadas as etapas, uma a uma, você procura e não encontra nenhum especialista. Por que o filho sem mãe que inventou estas regras casou e foi passar a lua de mel em Bora Bora. Ele também não te avisou que só as mulheres passam por tais etapas. E você nem de longe desconfiou, porque enquanto passava noites e mais noites desabafando com as amigas na mesa do bar, remoendo e remoendo o que passou vestida de luto, o seu ex já estava na cama com outra. É bem capaz dele já ter partido para a segunda aventura enquanto você mal entrava na terceira etapa.

sexta-feira, outubro 31, 2008

::: Você me faz tão bem :::
Detonautas

Quando eu me perco é quando eu te encontro
Quando eu me solto seus olhos me vêem
Quando eu me iludo é quando eu te esqueço
Quando eu te tenho eu me sinto tão bem

Você me fez sentir de novo o que eu
Já não me importava mais
Você me faz tão bem
Você me faz, você me faz tão bem

Quando eu te invado de silêncio
Você conforta a minha dor com atenção
E quando eu durmo no seu colo
Você me faz sentir de novo
O que eu já não sentia mais

Você me faz tão bem
Você me faz, você me faz tão bem
Você me faz, você me faz tão bem
Você me faz, você me faz tão bem

Não tenha medo
Não tenha medo desse amor
Não faz sentido
Não faz sentido não mudar
Esse amor

Você me faz, você me faz tão bem
::: Segredos Para Emagrecer (???) :::
Leoni

Faz tempo que eu não me peso
Mas de que vale a certeza
Da soma exata dos pesos
De olho, músculo, pêlo
Osso, vísceras, cabelo?

Me vejo nu no espelho
E visto assim por inteiro
Sei que sou muito mais
Que a soma de cada parte
De mim no chão do banheiro

terça-feira, outubro 28, 2008

::: So Unsexy :::
Alanis Morissette

Oh these little rejections how they add up quickly
One small sideways look and I feel so ungood
Somewhere along the way I think I gave you the power to make
Me feel the way I thought only my father could

Oh these little rejections how they seem so real to me
One forgotten birthday I'm all but cooked
How these little abandonments seem to sting so easily
I'm 13 again am I 13 for good?

I can feel so unsexy for someone so beautiful
So unloved for someone so fine
I can feel so boring for someone so interesting
So ignorant for someone of sound mind

Oh these little protections how they fail to serve me
One forgotten phone call and I'm deflated
Oh these little defenses how they fail to comfort me
Your hand pulling away and I'm devastated

When will you stop leaving baby?
When will I stop deserting baby?
When will I start staying with myself?

Oh these little projections how they keep springing from me
I jump my ship as I take it personally
Oh these little rejections how they disappear quickly
The moment I decide not to abandon me
::: On My Own :::
Alanis Morissette

Why do I feel it's all up to me to see that
everything's right and it's how it should be
Why don't they just leave me alone
I've got to prove I can
Little girl with stars in her eyes they've
got her all figured out and there's nowhere
to hide why can't they all see who I am
when will they understand

It may take some time they don't know how
it feels because they can't read my mind
They always say I'm too young and they
feel they should help me
But I can make it all alone out here on my own
Every day I feel so in demand and all I
wish I could find is a place I can land
One day I'll feel comfort inside cause I'll
know who I am

I can hold the line if I know in the end
that I won't be left behind I don't regret
what I've done I don't think you can blame me
Now I'm standin' all alone out here on my own

I'm not thinking 'bout leavin' home
But I need to be on my own
Doesn't mean I have a heart of stone
I won't even ask them why
I can't ever let them see me cry
Here I'm standing all alone out here on my own...
out here on my own

Feeling lost in a world full of lies
I can't help thinkin' that love is just
passin' me by
Hold on to what I believe
and keep an open hand

Can I have it all if there's no one to
turn to when I stumble and fall
Is there a secret I need because no one
has told me - all alone

It may take some time cause I know
how it feels to have a lot on your mind
I'll never feel all alone cause I
Know that I have me
Now I can make it all alone out here on my own

::: Find The Right Man :::
Alanis Morissette

You found the right man in the right place
Once in a while you meet him face to face
It was love at first sight
Honey you've gotta fight
For his love, for his love
He feels the same way, I think you know it
You can't be afraid to show it
When will this hidden emotion
Give you the notion
To make the first move, make the first move
You gotta get it straight
Oh dear don't wait
This might be your lucky day
Don't say that there's no way
Darling you just can't let him go
Deep down in your heart you can't feel it all
I'll be calling all there is
For his love, for his love
You know you can take his heart away
Just look straight in his eyes
And then you say
Hey can't you just see
We'll be great you and me
Oh yeah, oh yeah
You gotta get it straight
Oh dear don't wait
This might be your lucky day
Don't say that there's no way

domingo, outubro 26, 2008

::: Meu namorado o doctor House :::
Tati Bernardi

Eu decidi que tô namorando o doutor Greg House, aquele com cara de “adoro sexo mas sou arrogante demais pra fazê-lo” que passa todo dia as oito da noite no canal 43. Menos as sextas. E sábados. E domingos. Como todo péssimo namorado, ele tem mais o que fazer da vida nesses dias.
Já que a vida inteira namorei rapazes que não me namoravam e fui namorada de rapazes que jamais namorei, resolvi namorar o House e fim de papo. Comprei um estoque de Vicodim e um apartamento em andar baixo. Tudo pensando nele.
O House pode tudo. Ele pode me dizer que meu cabelo era infinitamente melhor mais curto e mais claro. Ele pode me dizer que eu fico infinitamente mais bonita com uns cinco quilos a mais. Ele pode reclamar que eu cortei a malhação por falta de grana e paciência. Ele pode reclamar da queda hormonal e da minha mania de viver caindo. Ele pode rir da minha vontade de escrever novela ou qualquer outra coisa popular que me encha de dinheiro para eu poder escrever livros quieta ouvindo Nina Simone, da minha mania de cantar Maroon 5 e do fato de eu escrever tudo em primeira pessoa porque, de verdade, acho um saco qualquer outra coisa do planeta que não passe aqui por dentro. E o House super passa, em meus sonhos.
Quando vai dando sete e meia da noite (ahhh, a falta do que fazer, já tem uma semana que não aparece um bom freela ou um bom sei lá o quê) tomo meu banho. Passo meus cremes. Coloco uma roupinha pra ele. Me tranco no quarto, no escuro. Vou passar os próximos sessenta minutos vendo vômitos, sangue, paradas cardíacas, berebas purulentas e a famosa “lombar punction”. Mas meu coração não entende nada como desgraça, a não ser a óbvia desgraça do amor.
Todos os dias eu acho que vou morrer. E todos os dias ele descobre mil coisas pra não deixar. Porque quase nunca se morre nas mãos dele. E todos os dias ele me magoa terrivelmente com sua amargura e inteligência. E eu deixo porque não tem nada mais sexy do que gente que te odeia. Namorar quem tá cagando pra você, então, é o auge do sexy. Por isso eu namoro o House.
Nós nunca vamos casar, ele nunca vai conhecer meus pais e eu sei que divido o seu amor com as garotas pagas. Não tem ilusão, não tem meiguices, não tem roupinha rosa com babados. É preto no branco. É sofrimento puro. É o pior namoro do mundo. Mas como diria minha mãe “quando essa menina decide uma coisa...”.
::: Deserto :::
Ana Paula Mangeon

Do horizonte me assombrava a luz laranja
Já não avistava da longa via reta, a morte
Mas me dizias: meu bem nós temos sorte!
Nessa vida tendo fé tudo se arranja.

Vi do calor, das sombras, muitas fugas
D’alma fundida, fustigada pelo sol apino
Surgiu-me doce a miragem de você menino
E no espelho meu rosto coberto pelas rugas.

Como pudeste agir assim, homem mesquinho,
De me fazer seguir sem conhecer bem o caminho,
De me guiar contigo num mundo onde eu não quero estar?

Onde mesmo vai chegar a nossa estrada?
Conduzirá ela ao amor? Me mostrará o mar?
Ou como nós ela também vai dar em nada?

sábado, outubro 25, 2008

::: Crushcrushcrush :::
Paramore

I got a lot to say to you
Yeah, I got a lot to say
I noticed your eyes are always glued to me
Keeping them here
And it makes no sense at all

They taped over your mouth
Scribbled out the truth with their lies
You little spies
They taped over your mouth
Scribbled out the truth with their lies
You little spies

Crush
Crush
Crush
Crush, crush
(Two, three, four!)

Nothing compares to a quiet evening alone
Just the one, two I was just counting on
That never happens
I guess I'm dreaming again
Let's be more than this

If you want to play it like a game
Well, come on, come on, let's play
Cause I'd rather waste my life pretending
Than have to forget you for one whole minute

Rock and roll, baby
Don't you know that we're all alone now?
I need something to sing about
Rock and roll, honey (Hey!)
Don't you know, baby, we're all alone now?
I need something to sing about
Rock and roll, honey (Hey!)
Don't you know, baby, we're all alone now?
Give me something to sing about

quarta-feira, outubro 22, 2008

::: Devolva-me :::
Adriana Calcanhoto

Rasgue as minhas cartas
E não me procure mais
Assim será melhor
Meu bem!

O retrato que eu te dei
Se ainda tens
Não sei!
Mas se tiver
Devolva-me!

Deixe-me sozinho
Porque assim
Eu viverei em paz
Quero que sejas bem feliz
Junto do seu novo rapaz...

quarta-feira, outubro 15, 2008

::: Verdades do Mundo :::
Detonautas

Te encontro nas ruas até de olhos fechados
Sinto tua presença e a lembrança que eu tenho de você
Me faz querer te abraçar
Querer te encontrar

Das coisas que digo sobre a gente ter coragem
Às vezes me esqueço e quando vejo um outro dia clareou
E eu fiquei aqui

É difícil viver as verdades do mundo
Quando o seu coração não se sente à vontade

Sigo seus passos, invento certezas
É certo que fracasso algum será capaz de me fazer desistir
Porque eu não vou me entregar
Eu não vou desistir

E se eu puder fazer por ti o que ninguém jamais fez por mim
Eu faço, eu faço
::: Soldado de Chumbo :::
Detonautas
Quando penso que encontrei o meu lugar,
não me encontro dentro dele.
Um soldado que vive no inferno,
quando a guerra acaba não consegue descansar.

Você já se pegou vivendo um personagem,
que não era bem o seu papel.
Pois na teoria onde tudo é tão perfeito,
mas basta abrir a porta pra gente complicar.

Tínhamos soluções pra tudo,
tudo era tanto que parecia pouco.
Diante dessa eternidade,
do eterno e pra sempre e hoje, vamos navegar.

Já não temos mais outra saída
Eu não sinto mais vontade de te amar

segunda-feira, outubro 06, 2008

::: Your House :::
Alanis Morissette

I went to your house
Walked up the stairs
Opened the door without ringing the bell
Walked down the hall
Into your room where I could smell you

And I shouldn't be here
Without permission
Shouldn't be here...

Would you forgive me love, if I danced in your shower?
Would you forgive me love, if I laid in your bed?
Would you forgive me love, if I stay all afternoon?

I took off my clothes
Put on your robe
Went through your drawers
And I found your cologne
Went down to the den
Found your cd's
And I played your Joni

And I shouldn't stay long
You might be home soon
Shouldn't stay long

Would you forgive me love, if I danced in your shower?
Would you forgive me love, if I laid in your bed?
Would you forgive me love, if I stay all afternoon?

I burned your incense
I ran a bath
I noticed a letter that sat on your desk
It said:
"Hello, love.
I love you so, love.
Meet me at midnight."

And no, it wasn't my writing
I'd better go soon
It wasn't my writing

So forgive me love If I cry in your shower
So forgive me love for the salt in your bed
So forgive me love If I cry all afternoon

domingo, outubro 05, 2008

::: Uninvited :::
Alanis Morissette

Like anyone would be
I am flattered by your fascination with me
Like any hot blooded woman
I have simply wanted an object to crave

But you
You're not allowed
You're uninvited
An unfortunate slide

Must be strangely exciting
To watch the stoic squirm
Must be somewhat hard-telling
To watch shepard meet shepard

Like any unchartered territory
I must seem greatly intriguing
You speak of my love
Like you have experienced love like mine before

I don't think you unworthy
But I need a moment to deliberate

quarta-feira, outubro 01, 2008

::: Tô Aprendendo a Viver Sem Você :::
Detonautas - (Rodrigo Netto)

Venha pra perto de mim e veja como eu estou só
Senta, não olha pro chão
A culpa não foi de ninguém , não não
Tô aprendendo a viver sem você
Sei que o dia raiou para mim
Mas pra você tanto fez
Sei que não vou mudar sou assim
Para você sou mais um

Ah, tô aprendendo a viver sem você

Tô voltando pro meu recanto
Lá é bem melhor
Não não sei quem vai estar me esperando
Eu nunca vou estar só

Tô aprendendo a viver sem você
Tô aprendendo e não quero aprender
Tô aprendendo a viver sem você

domingo, setembro 28, 2008

::: Angel :::
Jon Secada

I, I can't read the future
But I still wanna hold you close
Right now, I need that from you
So give me the morning
Sharing another day with you
Is all I want to know

And baby I, I've tried to forget you
But the light of your eyes
Still shines, you shine like an angel
A spirit that won't let me go

And I, I didn't wanna tell you
Things I didn't wanna know myself
I was afraid to show
But you, you gave me a reason
A reason to face the truth, oh yes you did
To face the truth, face the truth
Face the truth

sexta-feira, setembro 26, 2008

::: Das escolhas ... :::
Camilinha

Vejo que morre de fome,
Meu corpo do teu.
Transpiram de saudade,
Meus olhos dos teus.
Seca de tristeza,
Minha boca da tua.

E, vejo apenas
Duas saídas:
Ter-te ou Perder-me.
::: Gostoso Demais :::
Maria Bethânia

Tô com saudade de tu, meu desejo
Tô com saudade do beijo e do mel
Do teu olhar carinhoso
Do teu abraço gostoso
De passear no teu céu

É tão difícil ficar sem você
O teu amor é gostoso demais
Teu cheiro me dá prazer
Quando estou com você
Estou nos braços da paz

Pensamento viaja
E vai buscar meu bem-querer
Não posso ser feliz, assim
Tem dó de mim
O que é q eu posso fazer

quinta-feira, setembro 25, 2008

::: Vamos Viver :::
Herbert Vianna

Vamos consertar o mundo
Vamos começar lavando os pratos
Nos ajudar uns aos outros
Me deixe amarrar os seus sapatos
Vamos acabar com a dor
E arrumar os discos numa prateleira
Vamos viver só de amor
Que o aluguel venceu na terça-feira

O sonho agora é real
E a chuva cai por uma fresta no telhado
Por onde também passa o sol
Hoje é dia de supermercado

Vamos viver só de amor

E não ter que pensar, pensar
No que está faltando, no que sobra
Nunca mais ter que lembrar, lembrar
De pôr travas e trancas nas portas

quarta-feira, setembro 10, 2008

::: Já sei namorar :::
Tribalistas

Já sei namorar
Já sei beijar de língua
Agora só me resta sonhar
Já sei onde ir
Já sei onde ficar
Agora só me falta sair

Não tenho paciência pra televisão
Eu não sou audiência para a solidão
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo me quer bem
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo é meu também

Já sei namorar
Já sei chutar a bola
Agora só me falta ganhar
Não tenho juiz
Se você quer a vida em jogo
Eu quero é ser feliz

Tô te querendo
Como ninguém
Tô te querendo
Como Deus quiser
Tô te querendo
Como eu te quero
Tô te querendo
Como se quer

segunda-feira, setembro 08, 2008

::: O Pequeno Príncipe e o Rei :::
(Trecho do Livro O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry)

Ele se achava na região dos asteróides 325, 326, 327, 328, 329, 330. Começou, pois, a visitá-los, para procurar uma ocupação e se instruir.

O primeiro era habitado por um rei. O rei sentava-se, vestido de púrpura e arminho, num trono muito simples, posto que majestoso.

- Ah! Eis um súdito, exclamou o rei ao dar com o principezinho.

E o principezinho perguntou a si mesmo:

- Como pode ele reconhecer-me, se jamais me viu?

Ele não sabia que, para os reis, o mundo é muito simplificado. Todos os homens são súditos.

- Aproxima-te, para que eu te veja melhor, disse o rei, todo orgulhoso de poder ser rei para alguém.

O principezinho procurou com olhos onde sentar-se, mas o planeta estava todo atravancado pelo magnífico manto de arminho. Ficou, então, de pé. Mas, como estava cansado, bocejou.

- É contra a etiqueta bocejar na frente do rei, disse o monarca, Eu o proíbo.

- Não posso evitá-lo, disse o principezinho confuso. Fiz uma longa viagem e não dormi ainda…

- Então, disse o rei, eu te ordeno que bocejes. Há anos que não vejo ninguém bocejar! Os bocejos são uma raridade para mim. Vamos, boceja! É uma ordem!

- Isso me intimida… eu não posso mais… disse o principezinho todo vermelho.

- Hum! Hum! respondeu o rei. Então… então eu te ordeno ora bocejares e ora…

Ele gaguejava um pouco e parecia vexado.

Porque o rei fazia questão fechada que sua autoridade fosse respeitada. Não tolerava desobediência. Era um monarca absoluto. Mas, como era muito bom, dava ordens razoáveis.

“Se eu ordenasse, costumava dizer, que um general se transformasse em gaivota, e o general não me obedecesse, a culpa não seria do general, seria minha”.

- Posso sentar-me? interrogou timidamente o principezinho.

- Eu te ordeno que te sentes, respondeu-lhe o rei, que puxou majestosamente um pedaço do manto de arminho.

Mas o principezinho se espantava. O planeta era minúsculo. Sobre quem reinaria o rei?

- Majestade… eu vos peço perdão de ousar interrogar-vos…

- Eu te ordeno que me interrogues, apressou-se o rei a declarar.

- Majestade… sobre quem é que reinas?

- Sobre tudo, respondeu o rei, com uma grande simplicidade.

- Sobre tudo?

O rei, com um gesto discreto, designou seu planeta, os outros, e também as estrelas.

- Sobre tudo isso?

- Sobre tudo isso… respondeu o rei.

Pois ele não era apenas um monarca absoluto, era também um monarca universal.

- E as estrelas vos obedecem?

- Sem dúvida, disse o rei. Obedecem prontamente. Eu não tolero indisciplina.

Um tal poder maravilhou o principezinho. Se ele fosse detentor do mesmo, teria podido assistir, não a quarenta e quatro, mas a setenta e dois, ou mesmo a cem, ou mesmo a duzentos pores-do-sol no mesmo dia, sem precisar sequer afastar a cadeira! E como se sentisse um pouco triste à lembrança do seu pequeno planeta abandonado, ousou solicitar do rei uma graça:

- Eu desejava ver um pôr-do-sol… Fazei-me esse favor. Ordenai ao sol que se ponha…

- Se eu ordenasse a meu general voar de uma flor a outra como borboleta, ou escrever uma tragédia, ou transformar-se em gaivota, e o general não executasse a ordem recebida, quem - ele ou eu - estaria errado?

- Vós, respondeu com firmeza o principezinho.

- Exato. É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar, replicou o rei. A autoridade repousa sobre a razão. Se ordenares a teu povo que ele se lance ao mar, farão todos revolução. Eu tenho o direito de exigir obediência porque minhas ordens são razoáveis.

- E meu pôr-do-sol? lembrou o principezinho, que nunca esquecia a pergunta que houvesse formulado.

- Teu pôr-do-sol, tu o terás. Eu o exigirei. Mas eu esperarei, na minha ciência de governo, que as condições sejam favoráveis.

- Quando serão? indagou o principezinho.

- Hem? respondeu o rei, que consultou inicialmente um grosso calendário. Será lá por volta de… por volta de sete horas e quarenta, esta noite. E tu verás como sou bem obedecido.

O principezinho bocejou. Lamentava o pôr-do-sol que perdera. E depois, já estava se aborrecendo um pouco!

- Não tenho mais nada que fazer aqui, disse ao rei. Vou prosseguir minha viagem.

- Não partas, respondeu o rei, que estava orgulhoso de ter um súdito. Não partas: eu te faço ministro!

- Ministro de quê?

- Da… da justiça!

- Mas não há ninguém a julgar!

- Quem sabe? disse o rei. Ainda não dei a volta no meu reino. Estou muito velho, não tenho lugar para carruagem, e andar cansa-me muito.

- Oh! Mas eu já vi, disse o príncipe que se inclinou para dar ainda uma olhadela do outro lado do planeta. Não consigo ver ninguém…

- Tu julgarás a ti mesmo, respondeu-lhe o rei. É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues julgar-te bem, eis um verdadeiro sábio.

- Mas eu posso julgar-me a mim próprio em qualquer lugar, replicou o principezinho. Não preciso, para isso, ficar morando aqui.

- Ah! disse o rei, eu tenho quase certeza de que há um velho rato no meu planeta. Eu o escuto de noite. Tu poderás julgar esse rato. Tu o condenarás à morte d vez em quando: assim a sua vida dependerá da tua justiça. Mas tu o perdoarás cada vez, para economizá-lo. Pois só temos um.

- Eu, respondeu o principezinho, eu não gosto de condenar à morte, e acho que vou mesmo embora.

- Não, disse o rei.

Mas o principezinho, tendo acabado os preparativos, não quis afligir o velho monarca:

- Se Vossa Majestade deseja ser prontamente obedecido, poderá dar-me uma ordem razoável. Poderia ordenar-me, por exemplo, que partisse em menos de um minuto. Parece-me que as condições são favoráveis.

Como o rei não disse nada, o principezinho hesitou um pouco; depois suspirou e partiu.

- Eu te faço meu embaixador, apressou-se o rei em gritar.

Tinha um ar de grande autoridade.

As pessoas grandes são muito esquisitas, pensava, durante a viagem, o principezinho

quinta-feira, setembro 04, 2008

::: Nós odiamos a sua ex :::
Tati Bernardi


Fernanda estava inconformada com a beleza da desgraçada, soube até que a fulana já tinha pousado para umas revistas seminua e que era persona constante em catálogos de lingerie.


Tentava se dizer o tempo todo que tudo bem, o que importa mesmo é o cérebro, e o cérebro dela era muito mais lindo que o da loiraça, mesmo em meio àquelas celulites, estrias e flacidez, a massa cinzenta dela merecia sair numa foto de pernas abertas em capa de revista internacional.


Droga, tô deprimida, por que ele tem que ter aquela ex- namorada loira de dois metros de altura, com as pernas começando no queixo, os seios grandes e em formato de gota e o desenho da boca perfeito? A vaca tem olhos azuis acinzentados!


Clarice sorri superior, não por nunca ter sentido isso, mas por não estar sentindo naquele momento. É delicioso ver um ser humano perdido quando estamos achados:


Calma Fê, ele não está com você? Não diz que te ama? Não está bom? Então deixa a modelo holandesa para lá! Ela devia ter bafo, chulé ou não devia saber a tabuada do sete…ou às vezes era tão bonita que achava que não precisava ser boa de cama…


Ane suspira, balança a cabeça e parece não concordar nem com o desepero de Fernanda e nem com a solução otimista de Clarice:


Ah cansei desse papo, sempre essa mesma desculpa, de que as lindíssimas são burras e limitadas! Olha, eu tenho uma teoria boa a respeito de tudo isso…


Clarice e Fernanda aproximam a cadeira para ouvir mais de perto a grande revelação, o restaurante todo parece fazer silêncio para Ane: a música pára, até o garçom que ia colocar o resto da água com gás no copo de Clarice acha melhor voltar outra hora.
Ane respira e manda a ver:


Vai ter sempre uma mulher mais bonita, mais gostosa, mais inteligente e mais rica do que você! E pronto! Fazer o quê?


As amigas afastam a cadeira de volta à posição original e se olham decepcionadas, a música volta a tocar no mesmo momento em que o copo de Clarice se enche de borbulhas que quase derrubam o limão já na borda. O garçom sente a energia ruim da mesa e pergunta se estava tudo bem com a comida, Fernanda o fuzila com os olhos porque a palavra comida a fez lembrar pela milésima vez no dia que a vaca holandesa era muito gostosa.


Ane sente que pode ser vaiada a qualquer momento e continua:
É verdade, gente, deixa a ex dele ser bonita, fazer o quê? Você também é bonita, mas o mais importante é que você tem uma coisa que ela não tem.


Fernanda arregala os olhos curiosa, qualquer coisa para aliviar sua alma enciumada, diminuída e invejosa.
Ele!Você tem ele!


Ah não, já era demais, nem suas amigas a entendiam mais! Não era o caso de ter ou não ele, ele que se danasse, ele tava fora do jogo. Era o caso de descobrir a mulher ao lado, de sair da bolha da vaidade absoluta e sentir na cara o gelado da realidade, era uma dor egoísta e solitária e nada tinha a ver com a possessão do amor. Era uma dor que tinha muito mais a ver com os traumas do colégio, aquela época desgraçada da vida de qualquer mulher que demora muito para ter bunda e peitos e ainda desfila um semblante infantil enquanto as amiguinhas do recreio já desenvolveram cara de sexo.


Dava no mesmo se Fernanda estivesse sentada num vagão do metrô, se achando a mulher mais linda do mundo subterrâneo, e uma tremenda gostosa entrasse na porra do vagão e a fizesse se sentir menos. Era a competição pura e simples.


Clarice tenta ajudar a amiga contanto uma história própria, nada melhor do que a desgraça alheia para a gente se sentir menos humilhado pela vida.


Olha, quer saber o que é muuuito pior do que uma vaca holandesa? Uma vaca pós- graduada em Londres, formada em cinema, premiada em Cannes, escritora e além de tudo com o péssimo hábito de ser humilde e simpática. A ex do meu ex era exatamente assim! A bunda cai minha filha, a mulher gostosa um dia acaba, envelhece. O que fica é uma mulher interessante para compartilhar o resto da vida. A ex do meu ex era uma puta mulher interessante.


Todas ficam em silêncio. Olhando para dentro de si e se perguntando o quanto eram bonitas, interessantes e o quanto poderiam incomodar as outras mulheres. Afinal, incomodar as outras mulheres era o que importava. Os homens eram meros coadjuvantes nessa competição.

segunda-feira, setembro 01, 2008

::: Amores Caetanos :::
Ana Paula Mangeon

Se quiser conversar, me liga
Se quiser me ver, me chama.
Não façamos do que aproxima, o que afasta.

Eu gosto é assim.
Aparições, desaparecimentos…
Essa incerteza, iminência da surpresa.

Há lugar no meu colo e no meu peito.
“Então tá combinado, é quase nada…”
A gente fica legal é desse jeito.